quarta-feira, 28 de julho de 2010

Just (For) You.


Senti a vontade mais urgente, a falta mais ausente, e o sentimento mais presente. Foi o que protagonizou a cena mais apaixonada de toda a minha vida. Eu comecei a sonhar com uma vida mais plena, vi um futuro, um seguro. Foram as mais sinceras palavras, as maiores promessas. Eu realmente pensei em algo sério, imaginei um elo e sonhei com um castelo. Eu me prendia, eu me rendia e nunca resistia. Largaria qualquer um, largaria todos. Foi minha exceção, minha única exceção, foi minha força, minha torre. Foi o melhor cobertor, o melhor refugio. Foi o causador de muita coisa. Foi a melhor canção, a melhor mão, a maior paixão. Eu perderia a liberdade de estar sozinha, que há infinitos anos eu conhecia. Me fazia continuar. Me fazia levantar em dias piores. Me fazia sol em dias chuvosos. Eu escalaria uma montanha, eu andaria até a Roma. Eu melhoraria muita coisa, muita. Eu mudaria minha rotina, minha realidade, minha cidade, minha vida. E eu faria tudo de novo. Tudo, tudo isso apenas por você. Só por você, só você, somente você. Só você fez tudo isso em mim, em meu corpo, em meu coração, em minha vida. Tu sempre foi a melhor cor, o melhor tom e o meu maior sentimento.. Só por você esperaria o tempo que fosse. Só por você eu ia. Só por você valeria a pena.

E hoje, no teu dia, mesmo de longe eu te desejo muita alegria.
Mas quando na verdade minha vontade era abraçar você e dizer:

Parabéns meu amor, por mais um ano de vida!

domingo, 25 de julho de 2010

Conversa.

E depois de alguns meses ontem decidi conversar contigo pra saber como me sentiria ao falar com você novamente e foram minutos longos pela barreira que criei, e curtos pelas que você criou. Faltou sentimento e não tempo. Eu ainda me senti culpada, ainda culpei você, culpei o tempo, culpei a nós, e a geografia também. Senti castidade, senti saudade. A sintonia talvez ainda existia, mas a companhia, não. Eu não imaginei uma conversa bonita, faltou amor, faltou cor. Não falei sobre ela; minha dor, nem lhe disse também que chorei na falta da euforia nas palavras minhas e principalmente nas suas. E quando lhe disse tchau desejei por um segundo dizer adeus pra sempre, mas no segundo seguinte desejei ainda mais que fosse um tchau menos frio, menos vazio. Desejei ainda nao desejar mais, mas foi bem dificil pensar nisso enquanto; minha mente lembrava do carinho, meu corpo do arrepio, meu coração da magia e minha alma da alegria, que era estar contigo.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Ausência.




Na brisa da noite senti frio, abracei o travesseiro e me deparei com o avesso. Tentei sonhar, mas só consegui lembrar.
Talvez num lugar. Talvez num luar.
Mas antes de chegar, como que se fica a ausência que ainda dói e me faz chorar.

sábado, 17 de julho de 2010

As vezes.


Tudo acontece, quase tudo enobrece;
as vezes tudo volta pro lugar, as vezes tudo vai se desgastar.
Tudo se pretende, quase tudo se surpreende;
As vezes tudo se diminui, as vezes tudo se constitui.
Tudo se entende, quase tudo se aprende;
as vezes tudo vira poeira,
e as vezes se faz uma guerreira.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Lembrar de mim.




E na noite anterior me desliguei da dor, do amor.
Dancei.Extravasei.
Senti a energia, a melodia.
E percebi que quando de mim; não esqueci
menos sofri e mais vivi.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Qualquer trecho.



O silêncio reviveu cenas
pretéritas-imperfeitas
e junto d'las se fez um ninho
de saudade.
E ainda me abrigaria
em qualquer lugar, em qualquer andar,
só pra sentir o vento e a melodia mais perfeita
que um dia já me fizeram sorrir..