terça-feira, 25 de maio de 2010

Maltrato na Alma.


Conversei tanto com meu silêncio, criei tantas expectativas nos meus sonhos, sonhei tanto com minhas vontades que acabei me perdendo com o vento forte e me maltratando com as verdades que me deparei. O agora parece sem destino, minhas palavras sem sentindo. Meu corpo perdeu a força que ainda restava, a coberta que me aquecia no frio se confundiu com os retalhos do vazio e nessa tortura angustiante de sair dessa loucura, me deito, me escondo e me afogo nas minhas lágrimas, e minha mente sem mente faz tantas preces, mas tudo permanece. Pousou em mim a tristeza, e de tão perdida não vejo mais onde meus pés pisam, o chão de desfez e nada além da recaída vem. A dor dilaceradora estraçalhou meu coração, minha respiração ta faltando, o grito ta sufocando, o medo ta corroendo, e o meu enredo ta se tornando um tormento. Todo dia ao abrir meus olhos minha mente revira, meu coração sangra e meus olhos não se contentam com as feridas abertas e no meu rosto caem as gotas salgadas vindas da alma. E na imensidão do sofrimento e na batida aflita do meu coração me desoriento, sinto-me tão sozinha e não sei por mais quanto tempo vou conseguir, tudo parece não ter mais fim e a vontade de voltar a dormir e de não acordar mais é desesperadamente imensa.

sábado, 22 de maio de 2010

Cinzas e Vinhos.

"Eu não sei mais o que fazer. Eu perdi o único amor que valia a pena lutar. Eu me afogo nas minhas lágrimas. Eles não vêem? Que isso te mostrara. Que você pode se machucar como eu. Tudo o mesmo. Eu não quero brincar de ser falsa. É uma vergonha. Deixar você ir embora. Existe alguma chance. Um fragmento de luz no fim do túnel. Uma razão para lutar? Existe uma chance de você mudar de ideia. Ou somos cinza e vinho? Não sei se o nosso destino já está selado. Esse dia esta girando como uma roda na superfície. Estou doente com o pensamento do seu beijo de café intoxicante nos lábios dela. Pare com isso. Eu não tenho nenhum direito sobre você agora. Não é permitido usar sua liberdade agora. Eu me despedaço. Se é isso o que você precisa. Não mais nada para falar... Existe alguma chance de você mudar de ideia ou somos Cinzas e Vinhos?"

'Ashes and Wine- A Fine Frenzy'

sábado, 15 de maio de 2010

Sonhar e andar.

Sonhei mais do que pude, busquei uma nova razão e me perdi nas minhas proprias lembranças. Vi um céu meio cinza, e o vento me deixou em silêncio, caminhei até qualquer lugar, talvez um fragmento de luz pudesse me ajudar. As paredes brancas se ergueram nas discretas palavras que falei e na imensidão de tanto sonhar, fiz uma visita ao infinito e descobri que esses pés cansados precisam voltar, mesmo devagar, para o equilibrio. Faz-se um ninho para a trilha e armadilha se desfez quando andei sem medo. A superficie d'sagua como as folhas que caem no chão e é nos dias iguais que o d'sigual se torna real, e os erros e as pedras são aprendizados. O abrigo faz do consertante um alento pra eu deitar e mais uma vez sonhar; com o possível ou com o que eu puder fantasiar.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Como suportar?

Entre uma conversa, um texto e uma ligação eu me joguei nos meus lençóis e chorei feito criança, quis tanto desaparecer naquele momento, quis tanto voltar no tempo. To lembrando de todos os momentos, das palavras que você me disse, dos sentimentos, das certezas, das promessas.. Eu não estou acreditando que fui tão burra em deixar você partir. Choro. Penso. Me desespero. Isso ta tirando minha paz, a que eu já nem tenho muito, to aflita e com muita vontade, mas muita vontade de ver você novamente e lhe dizer que não vou conseguir te tirar de mim. Esse sentimento não cessa, e o que fazer com essa falta que você ta me fazendo? eu queria tanto deitar nos teus olhos e dormir em paz. Ta acontecendo tanta coisa que eu to sentindo falta dividi-las com você, e não to suportando a ideia de você agora ta dividindo suas coisas com ela, por favor não faça isso. Eu sei que você tem motivos pra não me querer mais, mas diz isso pro meu coração. Eu criei barreiras pro meu sentimento e talvez tive medo da imensidão do seu. Me desculpa?. Eu preciso tanto de tudo de novo, de tudo melhor, de você do meu lado. Não vou abrir mão, não vou. Mesmo com a raiva, a magoa e o orgulho em mim, vou deixa-los todos de lado pra ir atrás de você, pra tentar mais uma vez. Eu não tenho nada a perder. To com uma sensação ruim; pensando que seu sentimento por mim foi se dissipando e ta menor(mesmo você dizendo que ainda não me esqueceu). Você não imagina quanto ta me fazendo sofrer, o quanto eu to mal contigo e principalmente comigo. Deixe-me tentar mais uma vez, eu prometo que as atitudes antes ausentes, hoje eu sei exatamente como fazer, eu prometo meu dia, minha palavra, meu sentimento, minha vida. Deixe-me mais uma vez tentar e te mostrar realmente que agora eu estou disposta a fazer qualquer coisa. Deixe-me por favor fazer mudar isso. Deixe-me amar você. E me diga por favor que ainda sonha, que ainda quer e saiba que dessa vez não hesitarei em nada. Vou responder Sim pra finalmente o nós dois existir.

domingo, 9 de maio de 2010

Peças Perdidas.

Nessas ruas vazias eu ando e todas as formas das minhas peças; algumas já definidas, se dissiparam com o vento e no meu imenso quebra-cabeça de sentimento eu tento achar peças novas pra se encaixar nele e dar um novo rumo à algo as vezes interminado e do jeito mais delicado que pude já tentei colocar a peça nova, mas ela nao se encaixou e isso me fez voltar à aquele dia, à aquele momento pra procurar e trazer de volta a peça antiga; essa ja arranhada, mas que talvez depois de lapidada se encaixará novamente. E vendo todos os buracos já feitos eu tento embaralhar as poucas peças que ainda me restam pra tentar montar alguma parte já terminada e não moldada. E aquelas peças danificadas, com cores diferentes e desenhos irregulares que estão escondidas em algum lugar onde talvez eu não vá conseguir chegar, onde talvez eu não vá conseguir alcançar de novo e isso vai me fazer chorar por talvez eu não ter tido tanta atenção e ter deixado elas se perderem nas linhas imaginárias do vento, na imensidão dos pensamentos e na minha vontade de fazer. E mais uma vez olho pro meu quebra-cabeça, embaralho ele, não encontro as peças desejadas e vou a caça de novo e me desespero em perceber que algumas peças já perdidas foram totalmente se despedaçando e será quase impossível tentar moldá-las novamente.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Vontade.


As gotas d'gua caindo parecem lavar o corpo e assim talvez a alma alivie um pouco, essa vontade de não ter mais vontade não passa, mas a vontade de querer novamente também não e eu fico com o pensamento embaralhado, nele eu vejo tantos caminhos, mas sempre acabo preferindo o seu. Palavras não ditas guardadas em mim fazem eu chorar e ao mesmo tempo me afastam de você pelo simples fato de não dize-las. Podia ser diferente e não ausente, esse meu medo cria barreiras e eu sempre penso que no amanhã eu posso consertar, mas eu esqueço que os dias passam e o sentimento também pode passar. Então eu quero lhe mostrar a mais pura forma já definida, a mais bela resposta ao sentimento, fazer com que sua vontade e minha verdade se juntem d'vez e assim criando mais um renascimeto, um momento; esse nosso, tão nosso. E aquela vontade de não ter mais vontade se acaba perdida nesse emaranhado de saudade, nessa lembrança tão atenta do seu olhar sob o meu e desse tão sensível e existente sentimento; seu amor.

sábado, 1 de maio de 2010

A direção da Lua.

Eu ando pela rua vejo a lua e me sinto serena, mas diante dela me sinto tão pequena.
Quando vejo a estrela iluminar o chão
sinto o pesar de uma mão
perdida sobre mim,
e sobre minha visão e meu tato sinto o gosto diferente do retrato.
E continuo andando pela rua
e percebo entre as linhas
como as pessoas andam,
o modo como elas seguem e invertem as coisas
e o jeito que elas despertam as idas e vindas

a uma cidade
a uma saudade.
Chego a um ponto
distante olho pro céu e diante dela sento na calçada,
penso no acalento e no imenso,
na rua onde estou e na qual eu pertenço.
Fico durante um tempo ali
parada, amedrontada e em segundos desesperada
e ao olhar onde parei
tenho frio sinto arrepio e percebo que a rua continua,
mas que talvez eu prefira
sentar na calçada de novo e refletir mais um pouco.
E depois de algumas horas
sinto a pureza da lua novamente
e sigo andando e pensando
e mais uma vez olho para a rua
e percebo uma beleza uma clareza,
talvez distante ou logo adiante
e é por isso que continuo a andar.

Eu sei que ainda me perderei entre algumas ruas,
mas olharei pra lua
porque ela vai me fazer sentir,
ela vai me ajudar a refletir, a pensar e a direcionar
qual rua necessito qual esquina eu preciso.

E eu sei que ela vai me fazer sentar
novamente em alguma calçada perdida,
mas mesmo assim eu seguirei
e encontrarei a saída pra a outra rua
e que talvez quem sabe, seja a sua.

E assim a lua sempre me dará a direção
perfeita ou imperfeita, mas eu sei que ela
sempre me levará a algum lugar a algum cantar

a algum confortar e a algum caminhar.